
domingo, 20 de Dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Férias à vista
terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Funcionária do Ano

domingo, 13 de Dezembro de 2009
Multa por alta velocidade

Advogado: - Está vencida...
quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
GPS... Esse aparelho tãoooo útil
domingo, 6 de Dezembro de 2009
Sequestrador na China
''Tenho 3 exigências ou mato o rapaz''
Negociadores chegam ao local pela janela do lado para cumprir as exigências.
Negociador em posição.
Inicio das negociações.
Negociações concluídas.Em Portugal, na Europa, a rua seria fechada, o homem teria a maior cobertura mediática, - designadamente da SIC, da TVI e da TSF - as negociações durariam 12 horas seguidas, viriam os gajos dos Direitos Humanos, da Quercus, do Bloco de Esquerda, do PCP, da CDU, dos VERDES (e se calhar o Meneses...) da CDSPPM (Comissão de Defesa dos Sequestradores Portadores de Perturbações Mentais), etc...
Prece de Natal
sábado, 5 de Dezembro de 2009
Novo avançado para a Selecção
Mas indo direito ao assunto deste post...
Com o rapaz do video na nossa Selecção não precisamos da Bailarina (Nuno Gomes), nem do Tosco (Hugo Almeida), nem do Palhaço (Liedson); só precisamos de voltar a convocar o João Pinto para se atirar para o chão, e depois este rapaz desconhecido resolve de bola parada e não só.
Parábola para os Professores
sábado, 28 de Novembro de 2009
Vegans, o amor e o metano
É sempre uma incógnita quando uma mulher anuncia que vai reduzir o consumo de carne. Há alguma probabilidade que inicie 'o caminho' que começa pela vaca e acaba a eliminar os frutos do mar encaixando-se na definição de vegetariano ortodoxo - ou seja o que não come cadáveres de animais, seja por uma questão de saúde, longevidade, seja para poupar o stresse de morte uma horrorosa aos camarões de Espinho. Sendo que a determinado momento o objectivo começa a ser atingir o 'nirvana vegan', em que não se toca em nenhum derivado animal, do leite aos ovos, e os 'carnívoros' são olhados com nojo. O que afecta os outros prazeres da carne, quero crer.
E então, meu amigo, conte com discussões em redor da folha de alface com seitan ao jantar. Não tardará e a carne vermelha torna-se o centro da sua existência: é a sua religião afinal. Ora se estiver disposto a ser convertido, a harmonia reinará nesse lar herbívoro.
Basta entrar em fóruns internacionais para se compreender que a questão dos relacionamentos amorosos entre vegetarianos e 'comedores de carne' é uma temática que já tem uma base substantiva de divórcios que permite conselhos atempados. Aliás a discussão é colocada ao nível da fé inter-religiosa. E os vossos filhos? Irão comer cadáver? Uma das partes está disposta a ceder? Diz uma activista vegan radical: "Então é uma questão do vosso parceiro respeitar as vossas opções? Mas vocês namorariam um violador? Um alegre espancador de cães? A lógica é a mesma: desde que ele não vos obrigue a fazer o mesmo, certo?".
Há mesmo conselheiros vegans a apoiar o fim da relação com não-praticantes: muito bem amam-se, querem casar mas se ele é intransigente quanto ao dar carne aos vossos futuros filhos, não respeitando a sua opção vegetariana (o contrário não é tido) então o vosso matrimónio está condenado ao falhanço porque não conseguirá lidar com a ideia de ver as suas crianças a comer carne de animais mortos. Pode até ser verdade. mas custa pensar que um peito de frango acabe assim prematuramente com um grande amor - chamem-me romântico...
Este tema não surge do ar, dado que apontam agora a produção de carne para consumo humano como o principal culpado das alterações climáticas. Leu bem. Nem os escapes dos carros nem os gases dos frigoríficos ou as fábricas dos chineses estão a destruir as calotes polares. Sim: os flatos dos porcos, borregos, camelos e vacas, e respectivo estrume.
Para os vegans a equação é simples: basta reduzir (eliminar) a produção animal industrial e dá-se um passo para a diminuição do efeito de estufa - a Cimeira de Copenhaga devia contemplar este aspecto. Bom, não sei quantos planetas de tofu e alface serão necessários para alimentar a população mundial escanzelada e desproteinizada sem que esta atacasse as manadas de vacas dondocas a passear livres nos prados de rúcula.
Mas se não encontro solução sentimental para a vida de um casal misto com filhos esquizóides no credo da febra ou da salada, permitam-me uma ideia para a questão do metano animal. Em vez de acabar drasticamente com espécies inteiras em prol do clima - um ideal nobre e necessário - não é possível introduzir nas rações do gado uma substância antiflatulência, que anule o aerofagismo e meteorismo dos quadrúpedes em vez de acabar radicalmente com a vazia, picanha, salsicha ou cupim? É só uma proposta.
sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Esta é a verdadeira história
Hoje é dia sagrado para os muçulmanos - o que dizem os livros
sábado, 21 de Novembro de 2009
National Geographic no futebol português
Leão perseguindo a sua presa favoritaquinta-feira, 19 de Novembro de 2009
SCP na China
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
O Nando e o Zé
Uma coisa é ele “como Primeiro-Ministro”, outra coisa é o “Nando Vara e o Zé”, amigos de longa data e de muitas patuscadas, a trocarem umas larachas e umas ideias ao telelé. São obviamente duas pessoas diferentes, certo? Sócrates “como primeiro-ministro” não é a mesma pessoa que “o Zé amigalhaço”. Aquilo que se aplica a um, em termos de regras e deveres, não se aplica necessariamente ao outro.
Isto, é preciso dizer, é tipicamente português. Quantas vezes já ouvimos alguém dizer na televisão: “Bem, a minha opinião pessoal é diferente, mas como director deste serviço penso que...”, ou “como pai, penso isso, agora como advogado, é preciso levar em conta que...” Para se justificarem, ou para se safarem de situações incómodas, os portugueses usam muitas vezes este artifício, este leve sintoma de esquizofrenia, esta pequena manifestação de dupla personalidade.
Como se fossem seres divisíveis, e pudessem existir inconsistências entre as várias partes. Ele é o pai, o marido, o director da empresa, o fã de clube de futebol, mas obviamente o pai e o marido, que são uma e a mesma pessoa, podem ter opiniões contraditórias; e claro que o mesmo se passa entre o director da empresa e o pai. Como quem diz, “eu enquanto pai até posso pensar assim, mas como sou director, pá, estás lixado e vai mas é trabalhar!”
Infelizmente para ele, José Sócrates não é um português qualquer, e pertence mesmo àquele pequeno grupo de portugueses a quem não se pode aplicar estes conceitos tão lusitanos de dupla personalidade ao sabor das circunstâncias. Ele é primeiro-ministro, e é primeiro-ministro sempre.
Esteja ele a falar com os amigos, com os filhos, com a namorada ou com o carteiro, é sempre primeiro-ministro, e não pode suspender os seus deveres e a sua ética só porque está a ter uma “converseta” com um amigo. A dupla personalidade é um luxo de que muitos portugueses gostam de usufruir, mas não é um luxo utilizável por um primeiro-ministro. Não sei se o que os amigalhaços Nando e Zé disseram entre si é grave ou criminoso, mas sei pelo menos que Sócrates revelou uma perigosa inconsciência.
Domingos Amaral, Director da GQ
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Tão amigos que eles são
Um grande empresário português marca uma audiência com José Sócrates,na Residência Oficial do Primeiro-Ministro.
Enquanto aguarda, encontra Armando Vara que o recebe com muitos abraços.
Quando é recebido pelo Primeiro-Ministro, sente falta da carteira e
resolve abordar o assunto com o PM:
- Não sei como lhe hei-de dizer, Senhor Primeiro-Ministro, mas a minha carteira acabou de desaparecer!
E continuou:
- Tenho a certeza de que estava com ela ao entrar na sala de espera.
Tive o cuidado de a guardar bem, após apresentar o BI ao segurança.
Não quero fazer nenhuma insinuação, mas a única pessoa com quem estive depois disso foi o Dr. Armando Vara, que está aqui na sala de espera ao lado.
O Primeiro-Ministro retira-se do gabinete. Pouco tempo depois, regressa com a carteira na mão.
Reconhecendo a sua carteira, o empresário comenta:
- Espero não ter causado nenhum problema pessoal entre o Senhor
Primeiro-Ministro e o Dr. Armando Vara .
Ao que José Sócrates responde:
- Não se preocupe! Ele nem percebeu!...
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Magalhães’ vai ter versão para idosos

domingo, 8 de Novembro de 2009
Eliminar os telemóveis nos carros
Um avião da Northwest Airlines ignorou os apelos do aeroporto de Minneapolis onde devia aterrar e seguiu durante mais 250 quilómetros em linha recta. Temendo que o aparelho tivesse sido tomado por terroristas, caças prepararam-se para levantar. Finalmente os pilotos responderam estremunhados e deram meia volta. Durante dias especulou-se se estariam ambos a dormir no cockpit. Finalmente na semana passada admitiram: estavam tão entretidos nos seus laptops que não ouviram as comunicações e o avião seguiu em piloto automático.
Os pilotos lá foram suspensos pelas autoridades aeronáuticas e ficámos todos descansados pois não havia nem terroristas nem peças com problemas estruturais, coisas que fazem cair aviões. Treta. A causa de muito acidente neste mundo é tédio. Não ter os sentidos apurados e adrenalina a bombar. O problema é que os dois homens - altamente especializados - estavam aborrecidos de morte de ir ali sentados sem nenhum botãozinho para carregar e nada para apalpar que as políticas antiassédio sexual dos americanos não estão pelos ajustes.
Tédio e pilotagem é uma má combinação. De alguma forma é similar quando vamos, num domingo à tarde, numa auto-estrada novinha e vazia num carro que garante dar 260 e por uma jura ao santo protector das multas lá seguimos ajuizadamente a ronronar à velocidade legal.
Longe vai o tempo em que antes de uma viagem o pai demoradamente revia as condições gerais da viatura e calçava as luvas de cabedal sem dedos depois de ter deixado o motor a trabalhar uns minutos e arrancávamos na EN. Conduzir exigia mestria, esforço e dedicação.
Hoje o acto de conduzir na auto-estrada em longas viagens foi destituído desse stress - claro que para compensar há a raiva de condutor matinal, aquela coisa de querer esventrar o tipo da frente, ou de ficar a espumar por casa do fulano que nos fechou na fila de uma hora, mas é diferente - isso é Ira-IC19 ou Esgana da Circunvalação. Mas a esta falta de adrenalina 'por ir conduzir' junta-se o 'mito' do 'automultitasksimo'. É verdade que tal como muitos já não falo ao telemóvel sem um auricular porque dá muito nas vistas à polícia e as multas estão caras mas, para entretenimento de viagem e em contrapartida, posso pôr o carro em cruise control a 120 e comer uma sandes de leitão e beber uma Coca-Cola Zero (meros 'actos inibidores da condução' no jargão policial), ver TV no 3G, mandar sms a dizer o que estou a fazer, fazer uploads de fotos no Facebook comigo a conduzir e a comer, e dar uma twittada para irem ver a foto no meu Facebook, e depois para fazer a digestão dos actos inibidores e ver o filme Velocidade Vertiginosa II na PSP, o que torna a condução muito menos aborrecida, ao contrário dos pilotos da Northwest que estavam circunscritos ao laptop sem net.
A questão dos sms durante a condução é um problema de difícil controlo pelas autoridades. A repressão é complexa, apenas na Grã-Bretanha é levada á sério - e as campanhas de sensibilização são praticamente inexistentes. Os especialistas em questões rodoviárias dizem que responder ou ler um sms equivale a tirar os olhos da estrada seis segundos. Seis segundos são uma eternidade.
É um fenómeno transgeracional. De repente o carro da frente passa inexplicavelmente de 110 para 90 na faixa central sem toque de travões e respectivo sinal de luz traseira (foi apenas o acelerador que deixou de ter 'gás"). E lá está o/a imbecil a responder a um sms. Ou seja, a olhar para o entrepernas e a dedilhar sem prestar peva à estrada.
A minha proposta, e que me parece de uma sensatez intocável, é a seguinte: quem decidir entregar o telemóvel antes de começar viagem tem direito a ir a 160 pois irá atento, focalizado, centrado com toda a sua atenção na estada. Quem não prescindir do aparelho terá que se ficar nos 110 sempre na faixa mais à direita. Parece-me que é um começo.
Crónica de Luis Pedro Nunes, filme recebido por e-mail








